TERAPEUTA aquele que favorece as reflexões, discussões e execução
da perspectiva de identificação e trato das questões conflitivas.
A Equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo como
instrumento. O cavalo é considerado como um objeto intermediário
entre o terapeuta e o praticante, que intermedia a relação homem-homem,
homem-mundo.
O terapeuta Ocupacional tem como papel, modificar o ambiente e
prover situações terapêuticas de forma que o praticante, receba,
entre outras, estimulação tátil, vestibular, proprioceptiva, visual,
auditiva e organize estas informações de forma a das respostas adaptativas
consistentes com as demandas do ambiente. Entendemos Respostas Adaptativas
como o resultado da organização da MOTIVAÇÃO que governa as tendências
básicas do organismo para agir; dos HÁBITOS que representam o comportamento
automático e de rotina," papéis interiorizados" e DESEMPENHO que
é a organização da ação em habilidades.
Na Equoterapia, o T. O . tem como função analisar esta atividade
com o propósito de objetivar o processo interventivo a ser usado,
facilitar, estimular e mediar a relação terapêutica, buscando a
codificação e o significado nas diferentes experiências, permitindo
assim ao praticante aprender novas tarefas de forma eficiente.
O processo terapêutico é provido de oportunidades para a função,
até que o praticante possa manter a adaptação necessária para a
manutenção de componentes internos e externos e aumentar o potencial
para a resposta adaptativa. A mudança adaptativa é hierárquica e
se modifica na direção de uma crescente complexidade, permitindo
ações flexíveis, passíveis de interações.
Assim o plano de tratamento é um processo de resolução de problemas
no qual o terapeuta seleciona informações relevantes sobre o praticante
e os integra numa teoria que explique a característica única do
indivíduo.
O uso terapêutico da equitação, requer o conhecimento de quais
habilidades são enfatizadas, de forma que possamos graduar as etapas
onde o praticante é encorajado a praticar as fases da atividade
relevante às suas necessidades.
A evolução do tratamento não depende do trabalho realizado, mas
sim do próprio praticante que deve realizar freqüentes modificações
em suas atividades e aprender a usar de forma adequada, os mais
variados tipos de instrumentos visando a alcançar a autonomia. Isto
é favorecido pelo ambiente de suporte o qual capacita o praticante
a ter sucesso em tarefas desafiadoras.
Estas experiências sendo positivas, portanto motivadoras, aumentam
as oportunidades do praticante para o senso de domínio (aprendiz,
dono de novas habilidades), experimentação livre do ambiente e aumento
das interações nas relações interpessoais e sociais.
Neste acontecer, a intervenção de vários profissionais é requerida
pelo complexo biológico, ocupacional, social e outros fatores envolvidos
com a pessoa mal adaptada.
A integração de uma equipe interdisciplinar se faz necessária e
é requerida desta o conhecimento sobre a patologia do praticante,
de técnicas de equitação, dos efeitos da estimulação advindas da
equitação sobre o praticante e ter habilidade o suficiente para
entender as necessidades deste e facilitar o processo de terapia.
O T.O, como integrante desta equipe interdisciplinar, tem sua atuação
na avaliação e diagnóstico do praticante, bem como na indicação
de procedimentos interventivos, formas de atuação, instrumentos
adaptativos e avaliação dos progressos ocorridos.
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Marta Rosa Gonçalves é T.O da Fundação Hospitalar do Distrito
Federal
e integra a equipe interdisciplinar do Centro de Equoterapia do
Regimento de Polícia Montada, da Polícia Militar do D.F..
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