Não existem Notícias no momento.

voltar

O papel do terapeuta ocupacional na equoterapia

Por: Marta Rosa Gonçalves

Terapia Ocupacional é a arte e a ciência de promover e manter a saúde através de uma ocupação.

Entendemos:

  • OCUPAÇÃO como um aspecto central da experiência humana;
  • OBJETO como a projeção concreta da percepção do homem;
  • ATIVIDADE como a base real do tratamento;
  • PROCESSO TERAPÊUTICO, um acontecer das ações, as quais podem ser compreendidas enquanto identificação das necessidades, elaboração, execução e reflexão das ações e suas implicações;
  • CLIENTE aquele que traz seus conceitos e ações advindos da experiência com a doença e
  • TERAPEUTA aquele que favorece as reflexões, discussões e execução da perspectiva de identificação e trato das questões conflitivas.

    A Equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo como instrumento. O cavalo é considerado como um objeto intermediário entre o terapeuta e o praticante, que intermedia a relação homem-homem, homem-mundo.

    O terapeuta Ocupacional tem como papel, modificar o ambiente e prover situações terapêuticas de forma que o praticante, receba, entre outras, estimulação tátil, vestibular, proprioceptiva, visual, auditiva e organize estas informações de forma a das respostas adaptativas consistentes com as demandas do ambiente. Entendemos Respostas Adaptativas como o resultado da organização da MOTIVAÇÃO que governa as tendências básicas do organismo para agir; dos HÁBITOS que representam o comportamento automático e de rotina," papéis interiorizados" e DESEMPENHO que é a organização da ação em habilidades.

    Na Equoterapia, o T. O . tem como função analisar esta atividade com o propósito de objetivar o processo interventivo a ser usado, facilitar, estimular e mediar a relação terapêutica, buscando a codificação e o significado nas diferentes experiências, permitindo assim ao praticante aprender novas tarefas de forma eficiente.

    O processo terapêutico é provido de oportunidades para a função, até que o praticante possa manter a adaptação necessária para a manutenção de componentes internos e externos e aumentar o potencial para a resposta adaptativa. A mudança adaptativa é hierárquica e se modifica na direção de uma crescente complexidade, permitindo ações flexíveis, passíveis de interações.

    Assim o plano de tratamento é um processo de resolução de problemas no qual o terapeuta seleciona informações relevantes sobre o praticante e os integra numa teoria que explique a característica única do indivíduo.

    O uso terapêutico da equitação, requer o conhecimento de quais habilidades são enfatizadas, de forma que possamos graduar as etapas onde o praticante é encorajado a praticar as fases da atividade relevante às suas necessidades.

    A evolução do tratamento não depende do trabalho realizado, mas sim do próprio praticante que deve realizar freqüentes modificações em suas atividades e aprender a usar de forma adequada, os mais variados tipos de instrumentos visando a alcançar a autonomia. Isto é favorecido pelo ambiente de suporte o qual capacita o praticante a ter sucesso em tarefas desafiadoras.

    Estas experiências sendo positivas, portanto motivadoras, aumentam as oportunidades do praticante para o senso de domínio (aprendiz, dono de novas habilidades), experimentação livre do ambiente e aumento das interações nas relações interpessoais e sociais.

    Neste acontecer, a intervenção de vários profissionais é requerida pelo complexo biológico, ocupacional, social e outros fatores envolvidos com a pessoa mal adaptada.

    A integração de uma equipe interdisciplinar se faz necessária e é requerida desta o conhecimento sobre a patologia do praticante, de técnicas de equitação, dos efeitos da estimulação advindas da equitação sobre o praticante e ter habilidade o suficiente para entender as necessidades deste e facilitar o processo de terapia.

    O T.O, como integrante desta equipe interdisciplinar, tem sua atuação na avaliação e diagnóstico do praticante, bem como na indicação de procedimentos interventivos, formas de atuação, instrumentos adaptativos e avaliação dos progressos ocorridos.

    * Marta Rosa Gonçalves é T.O da Fundação Hospitalar do Distrito Federal
    e integra a equipe interdisciplinar do Centro de Equoterapia do
    Regimento de Polícia Montada, da Polícia Militar do D.F..

    Este artigo é publicado com a permissão do autor. Não é permitida a reprodução parcial ou total sem prévia autorização do mesmo.

  •